domingo, 4 de outubro de 2015

Estou padecendo de falta de tempo. 
Minhas inspirações duram um gole, logo depois, preciso respirar. 
Pareço os bebês prematuros, esquecidos que a garganta serve as duas funções. 
Ficam afoitos pelo leite e ignoram o ar, esse trem sem forma, gosto, volume, 
Voz. 
Sim, porque leite tem voz; preso na ponta, uma mãe sedenta por esvaziar. 
E fica gritando baixinho: mama bebê, mama. 
E com mania de atender aos apelos maternos, mamam. 
Parece mágica: encontram ritmo apoiados na fala da mãe, como faz a marcação do compasso entre a melodia e a letra. 
Quando afinam, parecem feitos um para o outro. 
...

Queria mais tempo para escrever, queria mais tempo para pausa obrigatória.

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